segunda-feira, 22 de agosto de 2016

GAROTO DE 13 ANOS É EXECUTADO A TIROS EM CASTANHAL

Um garoto de apenas 13 anos de idade foi executado a tiros dentro de uma casa localizada no bairro Bom Jesus, mais precisamente na rua Manoel Alcântara. O corpo foi encontrado no final da manhã de ontem. Uma prima da vítima esteve com o delegado João Ricardo, da Polícia Civil, comunicando que o adolescente de 13 anos foi executado quando dormia em uma rede. Foram pelo menos quatro tiros, um deles no queixo, debaixo para cima que atravessou o crânio.

A prima disse que esteve no local, porém não recebeu maiores informações acerca do crime, bem como também não soube informar a autoria e a motivação que levou o assassino a executar o adolescente. Questionada se o primo dela era usuário de entorpecentes, a jovem não soube informar. Disse apenas que ele estava na condição de foragido do abrigo para adolescentes infratores desde o mês de junho deste ano. A prima disse que o menor era problemático e que antes de sair de casa ele morava com os tios, no entanto no mês de março tentou matar a tia e depois desse episodio fugiu de casa passando a vagar pela cidade em vários endereços.


A moça disse ainda que depois da tentativa de homicídio a tia esteve na Polícia Civil registrando o fato e por este motivo o menor desapareceu. Quanto a sua internação, ela não soube informar os motivos, mas acredita ser por alguma transgressão. Vizinhos questionados pela Polícia Militar, que também esteve no local, informaram não terem ouvido movimentação estranha na casa e que o crime pode ter ocorrido durante a madrugada quando as pessoas estavam dormindo.

Reportagem: Tiago Silva
A Polícia Civil prendeu, na tarde desta quarta-feira, 24, em cumprimento a mandado judicial de prisão, durante a operação "Dirceu", o secretário municipal de educação do município de Tomé-Açu, Antonio da Silva e Silva, conhecido como Neto. Ele já vinha sendo investigado por empregar funcionários fantasmas na prefeitura do município. A prisão foi cumprida por policiais civis da Delegacia de Repressão a Defraudações Públicas (DRDP), unidade vinculada à Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), da Polícia Civil.
Segundo o delegado Carlos Eduardo Vieira, titular da DRDP, as investigações apontaram que o acusado havia adquirido um veículo Renault Duster 2014 e como pagamento de parte do automóvel teria forjado a contratação de dois parentes da pessoa que fez a venda do carro. Os nomes constavam na lista de contratados da prefeitura de Tomé-Açu nos meses de março e maio deste ano. Foi descoberto também que a esposa do vendedor do veículo e ex-servidor da prefeitura nunca havia trabalhado em qualquer atividade remunerada. "O vendedor do carro era contratado da prefeitura. Para pagar o valor de entrada do carro vendido ao secretário (R$ 25 mil), este teria forjado a contratação da esposa e do irmão do vendedor na folha de pagamento da prefeitura. Na verdade, esses dois (irmão e esposa) nunca trabalharam na prefeitura", detalha o delegado.
Ainda, durante as investigações, foi constatado que o irmão do vendedor chegou a receber seguro-desemprego entre janeiro e maio deste ano. As funções para as quais as pessoas foram falsamente contratadas eram de auxiliar de serviços gerais, com vencimentos acima de R$ 5 mil nos contracheques. Além do veículo que foi objeto de negociação, foram apreendidas documentações referentes aos servidores da Prefeitura, cartões de contas salário de terceiros, listagem de servidores fantasma e a quantia de 15 mil reais em espécie, cuja origem Antônio da Silva não soube informar.
O delegado, titular da DRDP, e a Promotoria do município representaram pela prisão preventiva e pela busca e apreensão domiciliar contra o acusado. Na época dos fatos, Antonio Silva desempenhava a função de secretário de administração municipal e em junho assumiu a Secretaria de Educação do município. A ação policial contou com o apoio da equipe de policiais civis da Delegacia de Tomé-Açu, sob coordenação do delegado Alexandre Lopes. O preso foi transferido para uma casa penal na região metropolitana de Belém.

domingo, 21 de agosto de 2016

TRAVESTI É ASSASSINADO A FACADAS EM CASTANHAL

Na madrugada de sexta-feira (19), no município de Castanhal, na região nordeste do Estado, o travesti, identificado pelo prenome social de Brenda, de idade não divulgada, foi encontrado morto às 4h30, com vários golpes de faca pelo corpo, numa passarela, na rodovia BR-316, no centro da cidade.

Informações repassadas por uma testemunha, a policiais civis, e que ainda estão em fase de apuração e investigação, indicam que Brenda trabalhava como garota de programa na noite. Um amigo dele, que também é travesti, e prestou depoimento na qualidade de testemunha, relatou à polícia que viu quando 2 homens se aproximaram de “Brenda” e acertaram com ela um programa.

Os 3 subiram em uma passarela e poucos minutos depois a testemunha só ouviu os gritos da vítima. Os criminosos fugiram do local pela rua da Cosanpa. Segundo o gerente de Proteção pela Livre Orientação da Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), Beto Paes, o caso também será acompanhado pela delegacia de crimes discriminatórios. “É o órgão que tem atuado fortemente nestes casos”, frisou ao enumerar que este ano os registros de violência contra homossexuais já somam 37 ocorrências.

Beto Paes destaca que a principal dificuldade enfrentada por ele e por representantes do Movimento LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais, transgêneros) é a falta de sensibilização por parte da sociedade. “A gente depara com a falta de sensibilidade, humanidade das pessoas entenderem o LGBT como uma pessoa normal”, lamentou. Para ele, o mais triste sobre os casos de assassinatos a homossexuais é que todos são feitos de forma muito violenta.


Reportagem: Tiago Silva e Denilson D’Almeida (Diário do Pará)

HOMEM É PRESO ACUSADO DE ESTUPRAR A PRÓPRIA FILHA EM BONITO

O delegado Raimundo Xavier, da Polícia Civil do município de Bonito, instaurou inquérito policial para apurar um suposto estupro de vulnerável praticado por um homem contra a própria filha, na vila Santo Antônio do Cumaru (zona rural de Bonito).

O registro do caso foi feito por Francisca Célia Alexandre Furtado, de 32 anos, comunicando à Polícia Civil de Bonito, que conviveu maritalmente com Milton Humberto da Rocha Moraes, no ano de 2003, e que em fevereiro de 2004 nasceu uma filha do casal, atualmente com 12 anos. No depoimento, a ex-companheira disse que o relacionamento com Milton Humberto durou apenas 2 anos e 6 meses, uma vez que ela sofria agressões físicas por parte de seu companheiro, isso quando residiam na cidade de Belém.

Diante desse fato, Francisca Célia Furtado resolveu abandoná-lo, e passou a residir com seus familiares na vila de Santo Antônio do Cumaru, e levou a filha menor de idade. Célia disse que, em 2014, ao passar por sérias dificuldades financeiras, procurou o ex-companheiro, que passou a ter a guarda da menina. Porém, no mês de junho, a mãe teve conhecimento de que sua filha era agredida e de forma constante pelo pai, tendo comunicado o fato ao Conselho Tutelar, que a orientou a pegar sua filha de volta.

“Ela contou que seu pai lhe abusava sexualmente e de forma constante, começando ainda quando tinha 10 anos de idade, ocasião que chegou embriagado em casa, tendo amarrado seus braços para trás, vedado sua boca para que não gritasse e mantido relações sexuais com a menina”, contou Francisca Célia Furtado, em depoimento na Polícia Civil.

A menina disse que esses abusos aconteceram por diversas vezes e que nunca havia contado para ninguém por sofrer severas ameaças de seu pai. Milton Humberto da Rocha Moraes foi preso e conduzindo até a delegacia de Bonito. Ele nega todas as acusações.

Reportagem: Tiago Silva

MULHER É ASSASSINADA A TIROS NO MUNICÍPIO DE SÃO MIGUEL DO GUAMÁ

O delegado Everaldo Dias Negrão, do município de São Miguel do Guamá, na região nordeste do Pará, abriu inquérito policial para apurar a morte da jovem Amanda Veridiana da Silva e Silva, de 22 anos, assassinada com vários tiros na Rua Aloísio Pedro de Farias, no bairro Santo Ângelo.

O crime foi registrado pelo policial militar Antônio Laércio Barbosa, comunicando que recebeu informação, via rádio, dando conta de que na Rua Aloísio Pedro de Farias um casal havia sido alvejado por disparos de arma de fogo. Ao chegar ao endereço, constatou a veracidade da informação. As vítimas foram identificadas como sendo Amanda Veridiana da Silva e Silva e o seu companheiro João Lima Farias. Eles foram socorridos e encaminhados ao Hospital Municipal, sendo que Amanda evoluiu a óbito quando dava entrada naquela casa de saúde.

A comoção foi grande na cidade e, de imediato, o delegado Everaldo Dias Negrão instaurou inquérito policial, ouvindo o dono da casa onde as vítimas foram alvejadas. José Aldemir Teixeira disse em depoimento que estava em casa assistindo televisão quando ouviu tiros na frente da casa. Ao abrir a porta percebeu que sua amiga Amanda Veridiana da Silva e Silva estava jogada no chão alvejada. Segundo ele, ela estava morando em sua casa desde o último dia 14, em face da mesma ter se desentendido com o companheiro e decidido sair de casa, indo se abrigar na residência dele. Com auxílio da esposa ele fez o socorro da vítima levando-a em uma motocicleta até o hospital, uma vez que apresentava perfuração de bala no tórax e pernas. “Ela tentava falar com dificuldade, mas a respiração era pouca” informou a testemunha.

Segundo as informações de uma testemunha chave, Amanda Veridiana conversava com o companheiro João Lima Farias, ambos sentados na calçada do outro lado da rua, quando surgiu repentinamente uma motocicleta com dois homens e um deles passou a fazer os disparos contra o casal. O intrigante na história é o fato de que somente depois se tomou conhecimento de que o companheiro fora baleado também e seguiu direto para o hospital, para receber atendimento, enquanto os dois suspeitos fugiram em uma moto Honda Pop preta, tomando rumo ignorado. A polícia acredita que após receber alta, João Lima Farias será peça importante para tentar desvendar o crime de que foi vítima a jovem Amanda Veridiana da Silva, sendo que a polícia não descarta nenhuma possibilidade e vai investigar todas as situações apresentadas.

O corpo de Amanda Veridiana da Silva e Silva foi removido para o IML de Castanhal, onde passou por necropsia e depois entregue à família para sepultamento que ocorreu com grande acompanhamento na cidade de São Miguel do Guamá.


Reportagem: J.R Avelar (Diário do Pará)

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

PRESO HOMEM QUE TENTOU MATAR COMPANHEIRA EM TOMÉ-AÇU

Natanael Cristo Lima, acusado dos crimes de tentativa de homicídio, resistência e lesão corporal, foi preso em flagrante no município dm Tomé-Açu. Ele tentou matar a própria companheira que escapou da morte ao fugir de casa com o filho de sete anos. A prisão do acusado foi resultado de uma informação recebida pelos policiais de que, na manhã de ontem, uma mulher havia desaparecido na Vila Água Branca, na zona rural.

De posse dessas informações, a equipe policial foi até o local, onde moradores confirmaram o fato e acusaram o companheiro da vítima como autor do crime. Os policiais foram até a casa em que ambos residiam e ali constataram que teria havido intensa luta corporal. Os policiais passaram a investigar o caso até encontrar o acusado. Ao ser abordado pelos policiais, Natanael reagiu e resistiu à prisão. Ele chegou a ferir um policial civil. Logo após ser contido, ele foi conduzido até a delegacia para prestar esclarecimentos sobre o paradeiro da mulher. No percurso, os policiais foram informados de que a vítima estava escondida em um sítio. Assim, os agentes foram até o local e ali a encontraram muito debilitada e lesionada pelo corpo, por causa de agressões por parte do acusado. A vítima foi levada pelos policiais até o hospital local, para receber atendimento médico.

Em depoimento ao delegado Alexandre Lopes, a mulher acusou o ex-companheiro de praticar uma série de agressões físicas, agir com tortura e tentativa de homicídio, sob alegação de desconfiar de uma suposta traição por parte da vítima. Os atos criminosos, segundo relato da vítima, ocorreram durante três horas, na casa em que a mulher vivia com o companheiro. Segundo ela, Natanael a agrediu com três golpes de facão em seu corpo, e ainda desferiu socos, chutes e pauladas. Logo em seguida, tomado de fúria, o acusado ainda chegou a sacar uma arma de fogo e atirou em sua direção, mas o tiro não acertou a vítima.

Ainda segundo ela, a sessão de espancamentos chegou ao ponto de o acusado passar molho de pimenta nos olhos da vítima e depois ele rasgou suas roupas, deixando a vítima nua e arrastou ela até um igarapé, onde tentou afogá-la. Os crimes foram presenciados pelo filho da vítima, de apenas sete anos de idade.  Após o acusado tentar matá-la, a vítima aproveitou um descuido de Natanael e conseguiu fugir de casa, levando o filho para uma mata, onde ficou escondida por algumas horas.


A vítima relatou que, enquanto ficou escondida, escutou disparos de arma de fogo dados pelo acusado. O delegado ressaltou que Natanael já era investigado sob suspeita de ter cometido outra tentativa de homicídio e é suspeito de envolvimento em um homicídio no mês de julho. O acusado se recusou a prestar depoimento. Ele foi autuado em flagrante por crime de tentativa de homicídio triplamente qualificado com base na lei do feminicídio, por dificultar chance de defesa da vítima e uso de tortura, além da resistência à prisão e lesão corporal pela agressão ao policial civil. Natanael Cristo Lima está preso e recolhido à disposição da Justiça.

Reportagem: J.R Avelar (Diário do Pará)

ACUSADOS DE MATAR ADVOGADO PODEM IR A JÚRI POPULAR

O juiz Jonas da Conceição Silva, da Comarca de Tomé-Açu, ouviu ontem os acusados pela morte do advogado Jorge Guilherme de Araújo Pimentel, e o empresário Luciano Capacio, encerrando assim a primeira fase de instrução do processo. Dependendo dos elementos apresentados, os réus poderão ser levados a júri popular ainda este ano.

Ao todo, 6 pessoas foram denunciadas. Entre elas está Carlos Vinícius de Melo Vieira, que na época era prefeito de Tomé-Açu. A audiência foi acompanhada pelo advogado André Tocantins, conselheiro seccional e presidente da Comissão de Direitos de Defesas das Prerrogativas dos Advogados, da OAB-PA, que entende existir elementos suficientes para que os acusados sejam levados a júri até o final deste ano. A audiência teve ainda a presença do advogado Rodrigo Godinho, que faz a defesa do empresário Luciano Capacio.

Para o advogado, os réus poderão ser sentenciados pelas provas e depoimentos juntados aos autos, mesmo entendendo que durante as instruções algumas testemunhas deixaram dúvidas em seus depoimentos. Já a promotora Brenda Melissa Fernandes, da primeira Vara da Promotoria de Justiça, diz não haver dúvida alguma quanto ao envolvimento dos acusados. Mas ressalta, que mesmo que ocorra o pronunciamento, os réus ainda poderão entrar com apelação quanto a decisão.


A defesa de Carlos Vinícius, o advogado Cleber Lopes, garante que seu cliente será impronunciado, por não haver elementos mínimos para o pronunciamento que possa levar os réus ao banco de júri. Consta na denúncia apresentada pelo Ministério Público que os réus Carlos Vinícius de Melo Vieira e Carlos Antônio Vieira, por interesse político partidário no município de Tomé-Açu, do qual Carlos Vinícius era prefeito, encomendaram a Raimundo Barros de Araújo a morte do advogado Jorge Guilherme Luciano Capacio, empresário do ramo madeireiro e outras atividades, que por sua vez contratou os pistoleiros para executarem o serviço.

Reportagem: Diário Online (Dol)