Um homossexual foi brutalmente assassinado a pauladas e a facadas pelo próprio companheiro dentro de uma casa localizada em um bairro periférico da cidade de Castanhal, no nordeste Paraense. O assassino ainda tentou apagar as evidências do crime lavando a casa com água e sabão, mas as pancadas foram tão violentas que gotas de sangue mancharam as paredes. Após tentar esconder o cadáver dentro do banheiro, o assassino fugiu e está sendo procurado pela polícia.

Um vizinho de Valdemir contou ao Diário que durante o dia de sexta-feira santa (18) presenciou uma discussão entre o suspeito e a vítima. "Olha, eles brigaram muito na sexta-feira. Eles gritavam, xingavam um ao outro e depois ouvi um deles dizer assim -'Não me ameaça, não me ameaça não viu? Se não você vai ver do que sou capaz'- depois escutei barulhos de móveis arrastando e como se alguém estivesse sendo agredido. Depois não ouvi mais nada, foi silencio total", contou o vizinho, que também preferiu o anonimato.
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Acusado de chapéu e a vítima de camisa preta |
Outros moradores da rua Z contaram à polícia que após a briga presenciaram o suspeito lavando a casa com água e sabão e ao mesmo tempo ingeria bebida alcoólica ouvindo musica em alto volume. "Aquele barulho já estava me incomodando. Eu ia até pedir para ele baixar mais o volume, mas ele era muito agressivo e mal educado; fiquei com medo dele tentar uma confusão comigo também", informou uma vizinha. Ainda de acordo com a vizinhança, depois de lavar a casa, o acusado trancou a porta e foi embora.
Após a descoberta do cadáver, as policias civil e militar foram acionadas para impedir a entrada de curiosos no imóvel. Uma tia da vítima contou ao cabo PM Pina que o autor do bárbaro crime teria sido um homem identificado apenas pelo prenome de Mateus, que seria ex-presidiário. "Esse Mateus era companheiro da vítima. A tia do morto nos contou que o Mateus é perigosíssimo, inclusive já havia cumprido pena no presídio pelo crime de assassinato. A vítima foi morta dentro do quarto e arrastada para o banheiro", repassou o militar.
Familiares informaram no local que Valdemir residia em Belém e que há pouco tempo havia se mudado para a cidade de Castanhal, onde conheceu seu parceiro assassino. "Coitado, ele trabalhou tanto para comprar essa casa. O Valdemir juntou todas as economias dele para comprar essa casa. Ele morava nela a menos de dois meses. Eu lembro que ele dizia - 'Agora eu tenho minha casa, essa é minha casinha e posso ficar a vontade nela'- foram essas as palavras que ouvi dele quando em vida", disse a tia com lágrimas nos olhos.
Profissionais da imprensa foram impedidos de entrarem na residência pela família e pelos amigos da vítima e não foi possível registrar imagens do corpo jogado no piso do banheiro. Aproveitando a janela aberta, pelo lado de fora, a equipe do Diário fotografou as paredes do quarto manchadas de sangue.
O Instituto Médico Legal (IML) também foi acionado para o local. O odor estava tão forte que foi preciso peritos do IML usar mascaras apropriadas para adentrarem no imóvel e realizarem a remoção do cadáver em decomposição. Segundo um dos peritos, a vítima teria sofrido agressões provocadas por faca e pedaços de madeira. "O corpo está em decomposição e a priori não dá para verificar se a vítima foi agredida por facadas ou pauladas", disse com muita pressa um dos peritos.
O acusado do assassinato de prenome Mateus seria natural do Distrito de Outeiro, local para onde teria fugido após a prática do crime. Investigadores da Divisão de Homicídios já têm em mãos a foto e o nome do principal suspeito e, segundo o delegado Temmer Khayat, é questão de tempo para que o assassino seja localizado e preso.
Texto e fotos: Tiago Silva
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