Na cidade
de Castanhal, nordeste do Estado, em apenas 14 horas foram registrados três
assassinatos. Em dois casos, as vítimas chegaram a ser socorridas e levadas a
hospitais, mas não resistiram aos graves ferimentos e morreram. Os homicídios
aconteceram em bairros periféricos e em uma zona rural da cidade. A polícia trabalha para
desvendar os crimes que assustaram moradores
castanhalenses.
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Vítima "Dhu dhu" |
O primeiro homicídio foi
registrado por volta das 18h de quinta-feira (18), onde a vítima foi um
ex-presidiário de nome Paulo Sérgio Figueira de Brito, conhecido como “Dhu
dhu”, de 24 anos. Ele se encontrava próximo à ponte do bairro Imperial, quando,
segundo a polícia, um homem desceu da garupa de uma moto e efetuou vários
disparos, vindo a acertar alguns em seu alvo, que era “Dhu Dhu”. Em seguida, o
atirador correu em direção ao seu comparsa, que pilotava o veículo, e os dois
fugiram sem deixar pistas. A vítima foi socorrida no local por bombeiros e
levada ao hospital de Castanhal, mas morreu antes mesmo de ser transferida ao
Metropolitano, em Ananindeua. Segundo a polícia, Paulo Sérgio Figueira era
conhecido pela prática de
assaltos na cidade e acredita que ele foi mais uma vítima do “acerto de
contas”.
O terceiro crime de homicídio
foi registrado cedo da manhã de sexta-feira, 19. Um adolescente de 17 anos foi atingido
com um tiro na cabeça dentro de um mercadinho, localizado de esquina com as
ruas Lauro Sodré e Eusébio For Eliza, no bairro Milagre. O jovem foi socorrido
e levado por equipes do Samu primeiramente para o hospital da cidade. Mas, como
o caso foi grave, o paciente foi encaminhado ao Hospital Metropolitano, em
Ananindeua, onde ficou por algumas horas com vida e posteriormente morreu.
A vítima foi baleada dentro do
estabelecimento comercial, por volta das 8h. Segundo a polícia, a vítima era
funcionária do Mercadinho e ainda é um mistério quem teria feito o disparo. No
boletim de ocorrência, registrado na 12ª Seccional da Jaderlândia, o sargento
PM Antonio Marcos conta que sua equipe foi acionada para ir ao local do
baleamento e, ao chegar ao estabelecimento, foi feita uma revista, onde foi
encontrado um estojo de munições de revólver calibre 38.
Ao perguntar para funcionários
quem seria o atirador, a resposta foi que o disparo teria sido acidental. O
filho do dono do estabelecimento, identificado por Elidielson dos Santos Moura,
estaria no caixa quando aconteceu o disparo e, após o fato, ele teria fugido do
local. Mais explicações não foram repassadas à polícia.
A reportagem do DIÁRIO esteve à
tarde na seccional para ter detalhes sobre o caso e o delegado Marco Antonio
Farias informou que intimações haviam sido feitas ao dono do estabelecimento e
ao seu filho, mas que eles não compareceram para prestar esclarecimentos.
O delegado Temmer Kayate,
responsável pela Divisão de Homicídios, falou sobre os três assassinatos que
foram registrados em apenas 14h. O delegado disse que todos os casos irão ser
investigados com calma para dar uma resposta positiva à sociedade. “Realmente o
número de homicídios vêm aumentando na cidade, mas iremos trabalhar através de
investigações e com o apoio da comunidade, que precisa denunciar onde podem
estar esses criminosos, para chegarmos até os autores desses homicídios”, disse
Temmer.
De acordo com o delegado, só
neste ano, de janeiro até ontem, foram registrados 30 assassinatos em
Castanhal. “Esses números realmente assustam! Foram cinco em janeiro, cinco e
fevereiro, sete em março e só nesse mês de abril já foram 13 homicídios
registrados aqui na cidade”, afirmou o
delegado.
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