O assassinato que está causando polêmica na região nordeste do Pará é o do trabalhador autônomo Laércio Antonio Cruz da Silva, de 34 anos, morto com um tiro na testa na noite do último sábado, 08, no Distrito do Apeú, pertencente à cidade de Castanhal. O crime aconteceu por volta das 22hs, em frente a um residencial, onde a vítima havia alugado uma quitnet há pouco tempo.
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Local do crime |
Segundo informações da família, repassadas a equipe de reportagem do Rota Castanhal, no dia do crime, Laércio estava se divertindo com uma irmã na agrovila Pacucuara, quando recebeu várias ligações no celular. "Eu e meu irmão estávamos nos divertindo quando o celular dele tocou, ele atendeu e depois disse que era um amigo e que iria sair 'rapidinho' para ganhar dez reais para levar esse amigo em algum lugar. Antes de sair, ele acariciou o meu rosto e disse que voltaria logo. Essas foram as últimas palavras que ouvi do meu irmão", disse uma imã da vítima, que preferiu não se identificar.
A família acredita que o motivo do crime teria sido por conta de uma traição. É que durante a possível viagem, para encontrar com o amigo, o Laércio teria visto a esposa, identificada por Darlene, bebendo em um bar com outro homem, o qual ela teria um relacionamento amoroso. O marido, após ver a sena, discutiu com a mulher e depois foi embora ficar na quitnet, situada na rua Francisco Sales, no Apeú. Minutos depois a esposa chegou acompanhada com o possível amante. Irritado, O marido foi tomar satisfação e durante uma discussão o homem, que seria o amante, efetuou um disparo de arma de fogo na testa de Laércio, que morreu na hora, deixando uma filha adolescente de 14 anos de idade.
O principal suspeito de ter cometido o crime é um investigador de Polícia Civil de prenome Édson e conhecido pelos amigos por "Sadan". Testemunhas oculares teriam presenciado o momento em que o policial atirou na vítima e depois fugiu em um carro, marca Prisma de cor preta. O acusado poderia se apresentar na manhã desta segunda-feira, 10, na sede da Superintendência do Salgado, em Castanhal, acompanhado de um advogado, mas não compareceu.
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Delegado Temmer |
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Delegacia do Apeú |
Uma coletiva de imprensa foi marcada na sede da Divisão de Homicídios, no Apeú, onde o delegado Temmer Cayatte disse, durante entrevista, que o policial Édson não iria se apresentar na Superintendência do Salgado e sim na Divisão de Crimes Funcionais (DECRIF), em Belém. Disse ainda que o caso iria ser apurado por lá, devido ser uma divisão que investiga crimes envolvendo integrantes da Polícia Civil. O delegado contou uma versão, relatada pela companheira da vítima, de que no dia do homicídio o policial teria ido até o local deixar a Darlene, pois ela seria sua amiga e que o marido teria visto ela descer do carro e ficou chateado, foi quando começou uma discussão entre o casal. O investigador teria tentado apaziguar e a briga passou a ser entre a vítima e o policial, momento em que o Laércio teria desferido alguns golpes de correntes de motocicleta no investigador, que, segundo a nova versão, para se defender o policial efetuou um disparo de revolver calibre 38 na testa do Laércio Antonio Cruz da Silva, ocasionando a morte.
O delegado Temmer Cayatte informou que esteve na sede da Divisão de Crimes Funcionais (DECRIF) e que o Policial Civil Édson ainda não havia comparecido até às 13hs de ontem, segunda-feira, 10.
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